“Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu”.
Lya Luft
Já mudei tantas vezes e de tantas maneiras diferentes que nem consigo juntar os meus pedaços que acabaram ficando pelo caminho. Essa vontade de reinventar nunca me abandonou. Vou abrindo espaços, moldando formas, criando histórias…muitas histórias. Ultimamente sinto como se os passos ficassem maiores, mais difíceis e mais direcionados. Sigo em frente e sem olhar para trás. Como se houvesse me desacorrentado de algo pesado, que me prendia a situações e oportunidades que nunca valeram realmente a pena. Agora, somente avanço…e me sinto mais leve, mais livre, mais só. As lembranças foram se perdendo, pouco a pouco, com o passar dos meses. A saudade tomou novo formato e desenvolveu uma nova percepção. Me reinventei vivendo somente de possibilidades, ações e acontecimentos. Me desprendi do mundo das ideias. Me desfiz dos devaneios e abandonei a expectativa da boa vontade alheia. Despedidas não são fáceis, e acredito que não devemos nos afastar das velhas histórias para criar novas, mas foi exatamente assim que eu me encontrei…justamente quando achei que estava me perdendo, me achei!







