“Tuas palavras me conquistaram. Suas promessas me iludiram. Suas infidelidades me marcaram. Mas você é o único que me deu todas estas emoções e não permitiu que eu sofresse por outras paixões!”
Selma Avellar
Esse clima todo de final de ano nos deixa paranóicos quanto a idealização e concretização de metas para o ano seguinte. E como qualquer mortal, comecei a fazer uma lista das coisas que almejo. De repente, me dei conta de que o meu primeiro item da minha lista é te esquecer. Não que ainda goste de você, mas essas lembranças que me invadem quase todos os dias precisam parar de me assombrar. É algo que não tenho nem como denominar. Não é saudade. Não é amor e nem paixão. Não é sequer tristeza ou mesmo solidão. São lembranças que nunca me acrescentam nada. Apenas flashs de coisas ou momentos que me remetem a um passado já tão distante. Preciso te esquecer para não ser taxada como louca, ao caminhar na rua, sorrindo sozinha, após ver escrita em um muro qualquer, uma fase que em outros tempos seria tão sua. Preciso te esquecer para não chorar como um bebê ao final de filmes água com açúcar, em que o felizes para sempre me deixa tão chateada. Preciso te esquecer para provar a mim mesma que a escolha pela felicidade é sempre a meta a ser cumprida. Para me entregar mais aos desafios, sem medo de errar e acreditar nas promessas que me fazem, sem medo de me enganar. Olhar nos olhos das pessoas sem medo de me apaixonar e sorrir para quem me deixa feliz, sem medo de me libertar. Abandonar as palavras tristes e me dedicar a escrever só a bem-aventurança. E poder construir novas listas, com novos desejos e a certeza da realização de cada um deles. Na minha lista, não vai ter um segundo item, para que eu possa me dedicar profundamente ao êxito de te esquecer. Porque você não foi o meu veneno, nem as minhas lágrimas. Mas também não foi o meu elixir ou o meu sorriso. Você foi apenas alguém que passou, deixou muita nostalgia e não levou nenhum sentimento. Foi o melhor e o pior de mim. E deixou fantasmas que precisam ser exterminados para que eu possa voltar a viver.









