
Foto: Alicina
“O amor é irracional, eu lembrei pra mim mesma. Quanto mais você ama alguém, menos sentido as coisas fazem.”
Stephenie Meyer
E mesmo gostando da lua, aprendeu a viver no sol só porque ela gostava do brilho das manhãs. Por mais que se dissesse disposto a continuar tentando, era visível o seu cansaço diante da batalha. Era um guerreiro por natureza e não baixava a guarda nunca, talvez por isso ainda continuasse investindo em algo que já não lhe trazia nenhum lucro. Não estava acostumado a ser aquela pessoa que estende a bandeira branca num campo de guerra, e então continuava avançando alguns desníveis, mesmo que fosse necessário perder todos os seus exércitos, um a cada tentativa em ganhar um pouco mais de terreno. Estava disposto a tudo para fazer dar certo, até deixar de lado alguns dos seus princípios que o faziam tão especial. Deixou-se manipular e às vezes passava a sensação que até as palavras que saíam de sua boca não lhe pertenciam. Era texto aprendido, induzido e mal proferido. Magoou quem não merecia. Falou verdades inexistentes. Odiou a quem só lhe oferecia amizade. Se forçava a ser ouvido, mas nunca tinha paciência em escutar. Estava cego, mas se colocava sempre diante a um quarto escuro e por isso não se importou em enxergar. Precisava de ajuda, só que ainda não havia percebido isso e se sentia tanta necessidade em se jogar do abismo, não seria eu a pessoa a impedi-lo. Eu só precisava que ele soubesse que haveria sempre alguém à postos para lhe secar às lágrimas ou ajudar a cuidar das feridas. No mais, só o tempo seria seu conselheiro.








