“Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando.”
Lispector – A Hora da Estrela
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Por mais que a trajetória normal da vida teime em me mostrar caminhos mais longos e desafios cada vez mais difíceis de transpor, não consigo deixar para trás essa vontade de que tudo dê certo. Muitas vezes consigo enxergar somente uma pontinha de esperança e é justamente a ela que me agarro. Pode ser que no final o meu plano nem funcione, mas mesmo assim vou permanecer tentando. A minha esperança teima em não morrer nunca. Uma pontinha de sorriso chega a parecer a maior gargalhada que alguém pode dar. Talvez por ser o princípio de tudo. O estopim que poderá deflagrar toda uma explosão de acontecimentos. Gosto de acreditar no amanhã. Aprendo com o hoje e nem sempre as lições são aprendidas de forma fácil. Às vezes é bem duro fazer com que uma determinada idéia seja aceita e mesmo que não concorde, continuo fazendo verdadeiros malabarismos para manter a consciência aberta a experimentar novas perspectivas. Nem sempre funcionou assim, mas após tantas quedas e recomeços me deixo levar pela correnteza dos acontecimentos. Às vezes pareço até uma criança correndo atrás de um balão que o vento insiste em jogar para longe. Às vezes o perco de vista, mas ele sempre retorna para me fazer acelerar novamente os meus passos.



