“Tudo com o que eu me importo, ME IMPORTA MUITO. Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome. Toda. Por inteiro. Sorte minha me doar tanto – e com tal intensidade – e ainda sair viva dessa vida.”
Fernanda Mello
Nós nunca estamos preparados para despedidas. Seja ela definitiva, temporária ou necessária. Nunca estamos prontos para dizer adeus. Virar as costas para o passado é difícil. Conter o nó na garganta é difícil. Segurar as pesadas lágrimas é quase impossível. Do alto de meus trinta anos, ainda sou estagiária em despedidas. Sou sempre aquela que vai chorar mais. A que não vai aguentar sequer que me venham bater nas costas. Me recuso a findar histórias. Não gosto de virar a última página do livro, de escutar a última música da lista, de tomar a derradeira saideira. Odeio pontos finais. Gosto de vírgulas e mais ainda de reticências. Quero poder fazer da vida um livro sem fim, agregando o máximo de personagens possíveis. Distribuindo enredos de fazer rir e chorar. Ultimamente esse sonho vem se tornando quase impossível. São tantas despedidas que às vezes nem sei de onde saem tantas lágrimas. Por vezes de felicidade, outras tantas por medo e aquelas que, não há como negar, são pura tristeza. Mas sei que o tempo é fiel companheiro e ajuda na cura das feridas abertas. Às vezes os caminhos seguem por trilhas diferentes somente para se cruzarem mais adiante. E o futuro…é uma eterna reticência.


Muito bom!
Manu, somos o exemplo vivo de que “Às vezes os caminhos seguem por trilhas diferentes somente para se cruzarem mais adiante. ”
Tenho muito orgulho das suas belas palavras. Parabéns amiga.
Vim comentar a mesma frase da Jú … “Às vezes os caminhos seguem por trilhas diferentes somente para se cruzarem mais adiante. ”
Perfeita, e 100%verídica ! rs
Adorei o texto
bjão