Foto: Daniela Farias – Flickr.com
“Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha a coragem de me enfrentar. Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”
Clarice Lispector
Existem dias em que sou mar, e renovo toda a enxurrada de maus pensamentos que me alcançam. Mas tem dias em que sou céu e absorvo tudo o que me impõem. Hoje é um dia assim. Meio feio, meio frio. Meio mar, meio sertão. Eu queria não sentir assim. Como se a chuva fosse a salvação da seca. Como se o açúcar fosse a única alternativa para o amargo. Como se a água fosse a salvação da lavoura. Odeio lugar comum. Odeio regras e normas. Odeio prisões invisíveis. Quero poder viver o presente, sem dar satisfações ao acaso. Quero alcançar os meus objetivos, sem derramar tantas lágrimas. Quero encontrar aquele que me entenda da maneira mais simples. Sem grandes devaneios. Sem brigas. Sem rodeios. Quero o sorriso sincero. O abraço apertado. O afago natural. Chega de regras. De olhares tortos. De sorrisos forçados. Eu quero o calor de quem arrebata sentimentos e a surpresa da palavra que aquece. Quero os bons pensamentos. Deles eu posso renascer. Preciso dos sonhos. Das fantasias. Das ideologias. Preciso pensar que o futuro será melhor e que o presente é só uma questão de transitoriedade. Quero a certeza de que isso vai passar…há de passar, há de passar…


Como sempre, lindas palavras!
Quero ler logo um livro inteirinho seu na íntegra!!!A cada novo texto fica sempre um gostinho de quero mais.