SEM APEGO

“Não se deixe entusiasmar a ponto de não conseguir distinguir amor de atração, amor de carência, amor de insegurança, amor de fantasia […]”.

 Caio Fernando de Abreu

Sempre que sinto que posso perder o prumo, não me envolvo. Não mergulho em águas profundas. Fico na superfície, onde possa tocar o chão. Porque tem momentos em que preciso de segurança. E atualmente, não posso viver de indecisões. Preciso continuar certa do rumo que estou dando para a minha vida. Preciso ter segurança nas minhas escolhas e, por hora, opto pelo presente. Gosto das coisas como estão. Sem cobranças, loucuras ou desapontamentos. Não que você não valha a pena. Mas não há mais tempo para viver de ilusões, expectativas e ingenuidades. Gosto do preto no branco, de decisões concretas e você só pode me oferecer, no máximo, essa vida em tons de cinza, que não é preto e muito menos branco. Já foi o tempo em que conversas bonitas me distraíam do meu verdadeiro objetivo. Não existe mais aquela espera de uma ligação ou e-mail. Sou feita de momentos e imediatismos e o que passa, fica para trás. Não me restam nem as lembranças. Aprendi a ser assim. Dói menos! Então não ando me jogando de abismos sem paraquedas. Isso foi em outra história. Talvez você ache que eu deixo de viver oportunidades. Mas quem é que liga para talvez? Eu não!

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