PRA SER FELIZ

Gucci Handcuffs Hanging on Headboard

“Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros”.

John Green – Cidades de Papel

Talvez por ter vivenciado um ano incomum, ter quebrado tanto a cara nos últimos tempos ou ter me decepcionado tanto com as pessoas, notei que estou mais dura em relação a alguns aspectos. Mas não de uma forma ruim. Sinto como uma experiência produtiva e reveladora. Não que eu tenha deixado de acreditar na boa vontade alheia. Não, a questão não é essa. Apenas deixei de esperar por boas ações de terceiros, porque a expectativa quase sempre é decepcionante. Sabe aquela trouxa que se desdobrava para agradar? Ficou perdida em algum momento do ano passado. Lembra daquela pessoa que sempre dava o seu melhor? Cansou de receber migalhas e agora é adepta da lei do retorno, abraçou com todas as forças o toma lá, dá cá. Nem mais e nem menos que isso. E aquela pessoa sempre disponível? Agora está muito ocupada, tocando a própria vida e tentando ser feliz. O fato é que as coisas mudaram e as prioridades passaram a ser outras. Agora, só dou importância ao que não me trava o riso. Só dou ouvidos ao que me ilumina a alma. Só corro atrás do que me interessa. E só me importo com a opinião de quem eu estimo. Opiniões de pessoas indispensáveis, não me atormentam mais e são insignificantes diante dos meus reais objetivos. Descobri que me importar menos, me proporcionou qualidade de vida e se eu posso viver apenas com o que me apraz, porque dar espaço para os dissabores? Ando experimentando a calmaria da vida. Sem engolir sapos indigestos, vou optando pelo caminho que mais me agrada. Aos meus inimigos, deixo a minha indiferença e o sorriso sincero de quem pretende ser, antes de tudo, feliz.

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